quarta-feira, 19 de fevereiro de 2020

sadhguru e outros pensadores 
precisam serem ouvidos,
o homem deve escalar 

o evereste físico espiritual,
e da forma mais simples catar 

conchinhas do mar
nas margens de seus sonhos,
e isso não é viagem de demente,
camarada alienado,
o fato é que o servo 

e o papagaio-dracula
das matas de nova guiné
precisam se encontrar nas ramagens
dos que acumulam as pressões
dos dias mais que modernos
eu sou gênio? gênio parasita
que segundo meu pai,
sempre se encostou nas pessoas
porque nunca teve pique para trabalhar,
ter uma vida normal, de cidadão comum,
de pessoa digna,
mas apenas consegui encarnar o vagabundo,
o do contra,
o rebelde que pensa demais
que é algo proibido para um filho mais velho,
para um homem responsável
que deve ser exemplo
devia andar mais arrumado, pentear,
cortar os cabelos,
consertar os dentes, ser mais limpo,
falar menos para não incomodar 
os que dirigem
por essa ruas cheias de curvas
do rio de janeiro da puta que pariu
( edu planchêz animal poético )
dormi com miles davis, acordei com ele,
com suas experiencias inventivas de alta tempestade,
de diminuto e delicado assédio aos pinos lábios,
os dele e os do sax
o cais e a rua, 
o tombo das frutas partículas de jack kerouac
sobre o breu das coisas que toco,
das coisas que não toco,
nesse fluxo automático da escrita
motor corrente alternada,
nesse fluxo automático de pensamentos 
conduzidos pelo sopro desse irmão pai mãe filho
magnetizando as costas dos olhos do ouvido,
magnetizando o o dom das cores expressas
nas cordas do catavento de meu amor,
de nossos amores pós chuva,
pós e antes trovões, amores trovões,
amores que cabem nas bolas do sorvete,
nas bolas do sabor
( EDU PLANCHÊZ ANIMAL POÉTICO )

Resultado de imagem para MILE DAVIS
tenho toda psicodelia
que precisas,
sou o animal poético Edu Planchêz

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2020

um dos raios de tesla
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ao norte do que ora penso,
a ave descida das entranhas de oreon, penetra,
penetra na velocidade de uma agulha de gelo
arremessada por um dos raios de tesla
de dentro do olho do vórtice
formado por meu corpo
e o corpo da eletricidade,
vem o som
da guitarra de robby krieger
abrimos então todas as portas,
todas as janelas,
um horizonte de escotilhas,
o mar negro, o mar vermelho,
o mar morto
eis que a esfera de ferro quente
pulsa na barriga do planeta,
é hora de rever os mirantes da cidade


quarta-feira, 12 de fevereiro de 2020

o meu amor estrela cheia de estrelas,
a minha mulher branca
tal as fagulhas do sul,
fagulhas da pera dura,
fagulhas do frondoso pinheiro araucária
gestor do pinhão da palha que espeta,
abrigo paraíso de pintassilgos e outro canoros



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coréia do sul pátria do cinema,
a atual, a tal, o anzol, o gato, o peixe,
o detalhe bem encaixado, 

o rosto bem fotografado,
a fotografia da penúria, 

a fotografia dos que tomam wisky
o grande foda-se nos uni,
pelo foda-se 

dos que usam anéis de caveira
diante da porra toda, 

diante dos brindados dos meganhas,
da burrice dos que nadam 

nas palavras da merda
entro na outra terra
que é essa terra quântica mesmo,
movido pelas cores
do tiê-sangre
2 horas de bob marley, 
30 MILÊNIOS DE BOA BRISA,
e o poema das folhas da mágica canabbis
povoa a mente dos que entregam 

os pensamentos
ao pito da véia santa maria 

rainha da delicada floresta,
do florescer dos gnomos dos pés de algodão,
do "elfo que mora na rosa",
da boa amiga fátima guedes
fabricante de aromas melódicos
na arte da guerra
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na arte da guerra,
no ponto em que estou da guerra,
medito o que passei e superei,
eis o farol para eu prosseguir

os dias psicóticos que mais me deixaram curvado,
ligado a fios neurais elétricos que me torravam
num sofrimento incessante que não dava trégua
nem de noite nem de dia,
milhares de volts cortando toda minha carne,
ossos e espirito
com pregos e parafusos 
espetados em todo o corpo,
relinchei e ainda relincho,
mas, voltei a pensar,
restaurados foram a aura e os neurônios,
a massa cinzenta e o emaranhado dos intestinos
foi recitando e propagando o sutra de lótus
que encontrei o psiquiatra correto,
o anti-psicótico cabível,
para perder o medo de me perder para sempre
no vazio do que em mim estava podre
mortes e mais mortes, 
nascimentos e renascimentos,
a roda esmagadora dos que choram soterrados, açoitados
por vergalhões em brasa,
por garras infernais afiadíssimas,
isso tudo e muito mais 
suportei para aqui estar

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como aprendemos em profecia celestina,
melhor se manter positivo, atento aos acontecimentos,
"quem sabe faz a hora não espera acontecer"
A ESTRELA E O TRIÂNGULO
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raio por raio, ligados por pontas e mais pontas,
por arames de estanho,
por arames de um homem de arame,
de um homem que se estica por inteiro
pelos ferrosos trilhos
e a nave sobe, atinge o chão do átomo,
o céu e o céu e o céu,
o céu das partituras dos grandes concertos
mille davis, aeroporto, turbina da ave,
alicerce do que busco,
do que dirijo na velocidade
dos bodhisattvas do amor dourado
a estrela e o triângulo se encontram
ao ocaso nas vias do sonoro mundo,
nas vias do destino acolhido pelo sentimento
de ser palavra na boca dos que cantam

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flores primas irmãs das flores das minhas flores abismais,
porque no valor dos ponteiros do relógio do fogo do sol,
do fogo das cores, do vermelho e do branco
espinhos perfumes, de uma célula do homem,
com apenas uma célula, a mulher constrói uma criança,
duas crianças, todas as crianças


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AVE ESCULPIDA NO NADA,
NOS CORTES,
NOS REPARTIDOS DELÍRIOS;
DELIRANTE EU
SER DELIRANTE DA NATUREZA,
DE LETRAS DESENHADAS,
BORDADAS LETRAS,
VOS CONVIDO PARA UM BANHO


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num orifício embaixo das curvas da lua,
no canto primevo de dindinha mamadi,
cá nos meandros, nas aurelas,
nos alumiosos e alvos, e negros,
nos miúdos beijos

a gente sempre se beijou na boca,
fora e dentro das águas,
nos rochedos da alta visão
mamadi, dindi,
planeta príncipe


terça-feira, 4 de fevereiro de 2020

para o meu irmão ator Igor Cotrim
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gritei tanto, mas tanto,
que meu grito não foi ouvido 

por nada nem por ninguém, 
acredito que estive histérico, 
embriagado de luzes imaginárias, 
por aves que nunca existiram, 
menti, ainda estou histérico, 
mastigando livros cheios de filosofia 
num tempo em que os sem filosofia reinam, 
e de nada sirvo porque torna-se complexo 
chegar ao mercado 
e trazer arroubas de arroz e feijão 
munido apenas de complexos versos; 
e a era das filosofias nunca mesmo existiu,
nem para william shakespeare que movia 

sua companhia
de atores entre esterco de cavalos,
numa inglaterra interessada 

em conquistas e realezas fúteis, 
o demiurgo dramaturgo estava ali mendigo, 
quase mendigo, 
esticando as mãos para por clemência
receber dos vulgo gentis fidalgos parcas moedas,
em troca de sua etérea arte,
derramada sob a chama da vela
que morria antes e depois do sol medieval nascer
seres lindos da natureza: cobra coral azul,
cobra do leite hondurenha, serpente jarreteira,
glóbulos da água,
glóbulos primários da terra
nossas cabeças são hemisférios
nossa raças emitem fumaça
para a fumaça da engenharia xamã
das serpentes construtoras
seres lindos,
seres crianças pisando nas linhas
das coisas que se abrem
para as flores que podemos ver,
para as flores que podemos provar
algoritmos que se somam
para desvendarem os enigmas
pendurados no vento sinuoso,
entretido com as conchas entre-abertas
nas escamas da maravilhosa serpente
que saltita nos vastos olhos 
dos grandes inventores

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tal qual um cão são bernardo
levo um barril contendo conhaque
para aquecer a alma 
dos se encontram emergidos no gelo
falta-me palavras para dizer 
o que sinto diante dos que sofrem,
dos corações espetados pelas pontas das lanças
do que é triste, do que é dor, sede, solidão e fome
em cada braço carrego o ar das montanhas,
os frutos do pessegueiro
para alegrar os que precisam,
para os que choram por não verem saídas
meu ouvido espiritual do tamanho do céu
o convida para sorver das pequenas luzes
as pequenas gotas que são pequenas estrelas,
pequenas melodias raiadas do simples,
remédio preparado pela chuva
que nos abraça


quisera saber inventar naves movidas por poesia,
quisera fundir-me a nikola tesla, 
quisera saber ouvir relâmpagos
e adentrar-me nos pios do chão 
amparado por Willian Blake
e jack kerouac e jack london e jack dylan e jack thomas
e jack sorvete e jack canabis e jack e jack...
jack delirius... jack lewis carroll...
mas fico aqui com as taças de billie holiday,
com os ouros das inventores, 
com as pratas do alto-falante
que materializam a mais graciosa de todas as divas
cantando gemendo com seus vastos cabelos
de princesa das escuridões
vividas na grande barca música sentimento
marginal por ser edu planchêz
que não é nada, nada vezes nada,
mas nunca derrotado, nunca moeda de troca,
nunca distância, sempre pessoa pessoa,
gente comum, zé ninguém,
moleque piolho de quebrada,
da pista, para sempre da pista,
das pedras da praça da sé, 

da praça seca, da cinelândia...
operário do escrever, do pensar enviesado,
sempre torto, mais que torto, nada torto,
totalmente oblíquo, descolado, sem senha,
marginal por opção, por querer voar voando
nos caças da guerra diminutiva,
da guerra travada nos portais da poeira


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eu sou Nikola Tesla, converso com raios e trovões
na minha língua, o português dos que vagam,
dos se penduram nas árvores de nuvens,
nas bobinas siderais aqui da Terra mesmo


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"O cavalo alado é o símbolo dos pensamentos
que transcendem os limites do espaço e do tempo"
amadas montanhas de jacarepaguá,
23:18 de uma quinta-feira,
de um momento que contém todos os momentos
Tesla diz que os relâmpagos 
são trazidos pelos Anjos
para a Terra, paro e reflito, eletricidade...
eletricidade humana, eu a tenho, você a tem
Tesla conversa com relâmpagos e trovões,
e reconhece a individualidade de cada um deles
onde não cabe poesia tem que caber poesia,
para fazer o impossível possível,
caminho em silencio,
em profundo silencio 

preparo o mais fortificante tônico
usando a lei mística
para misturar os ingredientes
ferventes na grande panela do amor

Já que hoje me sinto bem pequeno, menor que o menor dos pequeninos, dou um descanso para o pensamento porque o mais importante  é entrar ...