quarta-feira, 19 de fevereiro de 2020

dormi com miles davis, acordei com ele,
com suas experiencias inventivas de alta tempestade,
de diminuto e delicado assédio aos pinos lábios,
os dele e os do sax
o cais e a rua, 
o tombo das frutas partículas de jack kerouac
sobre o breu das coisas que toco,
das coisas que não toco,
nesse fluxo automático da escrita
motor corrente alternada,
nesse fluxo automático de pensamentos 
conduzidos pelo sopro desse irmão pai mãe filho
magnetizando as costas dos olhos do ouvido,
magnetizando o o dom das cores expressas
nas cordas do catavento de meu amor,
de nossos amores pós chuva,
pós e antes trovões, amores trovões,
amores que cabem nas bolas do sorvete,
nas bolas do sabor
( EDU PLANCHÊZ ANIMAL POÉTICO )

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