quarta-feira, 29 de janeiro de 2020

"esperam nova possibilidade 
de verem esse mundo se acabar"

e o mar segundo cientistas e videntes,
roubará para si o rio de janeiro
se o mundo colocasse em pratica a ciência de NIKOLA TESLA 
só existiriam fontes de energia limpas 
( gratuitas para todos )
todas as doenças estariam erradicadas 
se o mundo colocasse em pratica 
a ciência de NIKOLA TESLA
eu poeta encantador,
encantador de melodias catadas
nas curvas das estradas de lumiar,
e eu estive em lumiar e vi os sapos,
os muitos sapos de línguas cumpridas,
de patas ao meu ver esculpidas
pelos curadores dedos das mulheres das índias
o medo, a insegurança que vez por outra me invade,
medo de... sumir entre os arbustos,
de pensar que vou morrer, de que vou ser uma pena,
um par de asas entrando no útero pequeno da floresta
no pequeno útero da floresta,
no pequeno país que fundo 
na carpintaria de minhas células
eu carpinteiro moldando um castelo nas cascas
da árvore dos sonhos, do sono, dos frutos paridos
pelas carpas que nadam nas lágrimas
humildemente olho para dentro,
há em meu fundo formas geométricas,
dessas que se expressam no ninho, nos favos,
nas casas das abelhas,
nos potes ondem crescem os filhotes,
o mel, o própolis,
o caminho percorrido pela mente da abelha
entre a flor e a colmeia
dois patos, dois gansos, eu e tu,
tão cinzas quantos os urubus reis,
encarnados feito pombas roncadoras,
eu e tu no limo das águas do rio poti
os dragões mais poderosos das mitologias,
estou a ouvir o Professor Benjamim,
dragões nórdicos, dragões gregos,
de uma, de duas, de três, quatro, cinco cabeças...

houve sim uma outra civilização 
antes dessa nossa história,
pelo percebo ela conheceu um fim,
ou um recomeço pelo que somos hoje
pós viver mil anos deixarei de ser um pré-dragão
para ser um dragão de verdade
no fundo,
somos todos feitos de poeira cósmica
que circulam há bilhões de anos
por todas as entranhas,
de orion a capela,
de andrômeda a alpha capricorni,
zeta leonis a beta ursae minoris,
do fêmur ao pau da venta
longe da rã ouro ( phyllobates terribilis ) passo, passamos, o veneno desse ser,
é usado pelos aborígines para turbinar as suas flechas,
o veneno dorme nas costas do bicho ( rã ouro )
com as flechas do céu marcamos a terra,
com as flechas da terra atravessamos o céu

domingo, 26 de janeiro de 2020

medo nenhum de você, de vocês,
o moinho das flores a triturar está
tudo que não for molécula de vento,
de pestana vulto de olho de tigre
o que importa no mais que real, 
é o amor que as pessoas captam e transmitem, 
erros técnicos e desentendimentos 
não ficam na história das vidas, 
pergunte a milton nascimento
e sua trupe
enxergo tudo e não enxergo nada,
altamente visionário, totalmente cego,
nada vejo e tudo vejo nada vendo,
meu cérebro-cereja mergulhada no leite,
meus pés, armaduras preparadas por minha mãe
o escrever me auxilia a desatar os nós das tripas,
os nós-fraturas-expostas estendidos pelos caracóis do cérebro
que cria peixes e pássaros
amigo meu, eu choro no tempo que passa,
no tempo que nunca passará porque nem tempo é,
é o destempo cabido no relógio da lebre,
na cabeleira do chapeleiro amor de alice
eu mais que morro, e minha arte grita,
grita para os que não possuem ouvidos,
para a cara dos que não possuem olhos
porque não compreendem o que é possuir olhos
escrever, é a atitude que tenho,
plantio gracioso, tardes de janeiro,
arraigada fonte pendida nas carapaças
que as tartarugas dos dedos vão deixando
no que não é compreendido

peixe-dragão-negro, peixe-remo,
magos de águas profundas, viventes do planeta,
irmãos das profundezas da alma misteriosa,
no fundo, na fenda, somos todos peixes
nas profundezas do peixe-dragão-negro, afundo,
e vou além, certamente, talvez na trincheira de mariana
há cerca de 10.984 metros de profundidade,
no oceano aqui de dentro, no oceano lá de fora,
no oceano, no céu que se encaixa na estrutura
das escuras águas, das cristalinas águas escorridas
aqui de meus olhos colecionadores
de estampas inesquecíveis

acho que sou um monstro marinho, um monstro terrestre,
um monstro para lá de sideral, um monstro limpo e sujo,
esmoler, rei de nada, rei de mim mesmo, rei, esmoler...

não vou dizer que devam me aceitar do jeito que sou,
do jeito que estou, na real, não me incomoda
o que de mim pensam, cônscio de ser um ser social,
de pisar num planeta de nome terra,
se não te sirvo, se afaste, suma de minha vida,
há zilhões de habitantes nos cinco continentes,
quem estiver na minha viagem, fique,
quem não estiver, siga

jack london aprendeu a ler e escrever aos 21 anos,
discriminado porque aos olhos da manada dos normais
não passava de um andrajo, um sujo, um pirata,
um maltrapilho destituído de qualquer valor,
mas as pessoas de compreensão aguçada
o recebia como um grande prodígio,
é possível que o mesmo aconteça comigo,
sou julgado por minhas vestes,
por minha simplicidade, paciência...
eu faço rock, sou o rock,
a arte vestida de leão e águia
voltando ao escrever para nas caixas
onde mora o coração derramar
alguma coisa que posso chamar de personagem,
de ponto que se move na luz e na sombra,
olhos de cataventos, acho, com duvidas, sem duvidas,
pelo o que entendo, é gente, é bicho, é aparição
20/20/2020
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brahma latão gelada, lata vermelha cor de ação,
de vida intensa, de açucar com beterraba,
duas pontinhas aqui me olhando...
minha literatura sabor cerveja, 
sabor gelo, sabor janeiro,
sabor brisa, vapor e ciranda
história de horas e minutos, de nenhum assunto,
de todos os assuntos que me espalham pelas caras
das ervas, das plantas usadas pelos morubixabas,
quisera nesse tempo ser um deles,
em transe fundido aos elfos que escapam das flores
e eu sou índio colorido, apinhado de arcos-íris
a poesia, o fazer, o ler poesia,
é um acontecimento mágico, mais que mágico,
transformador mesmo, metamorfose
pelo que parece, pessoas assim como eu e outras irmãs e irmãos, devem ser esquecidas, isoladas, porque no atual universo da quarta e última revolução industrial, não há mais lugar para poetas viscerais que se habituaram ao fino trato com as palavras, por compreender que o ser humano, é feito de palavras e sem as palavras, as mágicas palavras, restará o silêncio das máquinas, o pensamento profundo morrerá, assim, de nada valeu a existência de artaud, de torquato neto, manoel de barros, de roberto piva...

terça-feira, 21 de janeiro de 2020

aliados e aliadas do escrever,
do capturar de vocábulos,
da caça tranquila desesperada dos símbolos,
das letras-fonemas-silabas...
repito, quando escrevo, me sinto um pote,
uma garrafa, um receptáculo
que contém um novelo,
um fio, que vou puxando
e encontrando nele, no fio,
palavras que vão se ligando umas as outras
escrever é algo terápico, religioso. oração,
gemido, granido, eloquência do torto,
do louco, da grande excelência
aliados e aliadas,
pingos são sons,
sons são imãs sorvendo de nós escribas
o movimento da escrita, do escrever,
do montar no campo da arquitetura linguística
um conto, o romance, o poema...
a cabeça dói, respiro o que vem da noite,
o que vem das ruas
e dos campos que ficam no fim das ruas
perfeita é a compreensão que tenho do ir além,
do estar no limite, do que devo ou não devo,
o viver me presenteou com o saber,
com o filtro do olhar alquimista
dia desses trouxemos da casa pedro 
um bando de coisas,
anis-estrela, grãos de aveia inteiros, 

levedo de cerveja,
açafrão verdadeiro, castanhas de quase tudo,
amoras imortais emergidas na pasta 

de amendoins gigantes...
nos armários biblioteca de sueli apati,
direto da mansão dos horrores,
trouxemos de presente ( da su )
o livro "folhas de relva",
walt whitman cá está preparando o preto feijão,
mas confesso que fascinado fiquei
pela extensa coleção de friedrich wilhelm nietzsche...
presentes no mesmo tesouro,
na grande casa refletora das nuvens de chuva
apinhadas de raios e trovejos
eu quero um ezra paund sabor morango cremoso,
e ela, um marcel proust ao creme de bluberry,
nossa tarde corre molhada na poesia-selva belchior,
serva dos plantadores de uirapurus,
condensa villa lobos,
imperatriz wolfgang amadeus mozart
totalmente homem de neandertal
adentro-me nas cantatas de meu fantástico amor
meu amor que veio de curitiba
diz que altemar dutra mora em nossas gargantas,
não ouso duvidar porque vejo meus pais
dançando por toda a casa
donos de todas as idades, agora e depois
das amarelas flores das ameixas
que invento se moverem em direção ao intra-futuro,
ao futuro que é o agora escrito por nossos pés
na lama digital das cavernas
( edu planchêz )
me orgulho dos livros que aqui tenho,
sentinelas, sim,
nossos astronautas livros
se postam tal colunas de diamante e ouro,
são mestres, 

vozes dos meus mestres mentores
não, não posso fechar os olhos
e ignorar as trevas,
as urgentes ações que cada
um comigo deve fazer
lampedusa lampadosa ilha da italia,
na mestiçagem dos que aqui nascem,
cabe a imagem da aranha que vi
sobre o rosto de uma esférica pedra
as margens do rio macaé
as margens do rio macaé, 
regatei a imagem das aranhas,
das aranhas que estiveram comigo
nas águas dos córregos
nos córregos,
nas várzeas,
vivi com as cadelinhas-magras
e os lambaris
pelas setas do sana,
pelas vias das chuvas,
pelos canais que minam dos furos
no corpo de uma raposa voadora 
sobrevoou o corpo do rio,
a parte que a noite reservou 

a nós morcegos frugívoros,
sim, viemos de marte, de saturno, 

dos andares submersos
nas subcamadas dos sombrios sonhos,
na escuridão avançamos
no ninho das magafagafas, eu e meu amor,
perfeita estrela desenhada lentamente
por nossa lealdade cor de festejo, cor de madrugada,
cor de limo, de chuva fina, fina divindade,
música de índio flor de fogo,
flor enebriante, flor...
eu e ela, dois cálices de nevoa,
duas abelhas-borboletas atravessando
o céu dos peixes-rãs
delicia de manjar, delicia de manga,
de cachoeira cristalina alma
largando palavras na pauta,
no conta-gotas,
para que os anéis da língua 
sorvam a lacta luz
a tartaruga mágica que se alimenta apenas de ar,
funga em minha nuca,
e trás das terras do que vivo as plantas
regentes dos planetas dos que se alimentam da poesia
raiada dos castelos do encantamento
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domingo, 12 de janeiro de 2020

05h04 ( edu planchêz )
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Aqui a gente devora um macarrão
regado a brócolis, champions e azeitonas...
pro dia nascer feliz,
pro nosso sarro se ver nas artes do inicio do dia
e a gente dormir no mundo dos Mágicos Yogues,
nós, os sobreviventes de Macondo
ouvindo a solene orquestra de pássaros
e as detonantes cigarras-guitarras
The Smiths depois de algumas décadas...
é a trilha, é a sintonia mãe
dos que sonham e dos que estão acordados
Na India dos meus começos,
é festa, é geleia geral,
é a navelouca aportando nos grudes do corpo,
nos trapézios donde eu e ela somos acrobatas
emplumando varetas de massala
( edu planchêz )
farandula ( edu planchêz )
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jacarepaguá 37 graus
no termômetro,
4 ventiladores ligados
pelos 4 pontos cardeais da casa,
minha mulher aprecia indianos
que comem sapos com hortelã
no cinema iphone de alguma geração,
pedro couraças e sueli apati nossos aliados de pista,
postam uma foto de suas aventuras
numa princesa praia de angra dos reis
hoje o rio de janeiro se contorce
nas fornalhas de janeiro,
e tudo de bom acontecendo,
a população bebendo água com pesticida,
copacabana rebolando ao som do funk
anunciando 50 dias de carnaval,
tudo validado pelo prefeito pastor da universal
que quer ser reeleito nas próximas eleições
e sigamos alumiados
pelas vozes profundas do big espírito,
da star floresta interna e externa
adeus rebordosa neo suástica,
por essas terras queridas,
tu não se cria
( edu planchêz )
lembrando que entrava na livraria cultura
do rio de janeiro tarado
pelos CANTOS de Ezra Pound,
entrava e ia direto na prateleira que estava o dito livro,
sentava no chão do corredor
que ficava na entrada de um teatro...
ficava ali sentado desfolhando aquele livro verde
cheio de ideogramas, de letras de idiomas que não conheço,
pensava, "vou comprar", mas não possuía dinheiro para tal,
passado o tempo, na casa de alguém tive esse livro em mãos
mas não consegui sequer ler uma frase,
achei-o massante, pesado,
nada encantado como eu o julgava
"fauno lunar": canta biafra,
canto ao recordar dos aliados
já que se foram dessa dimensão...
na lista de schindler estava eu e mais que você,
todos estavam lá,
todos os que foram segregados,
aprisionados, esquecidos...
mas schindler não nos esqueceu
eu nunca esquecerei dos que por mim passaram,
nunca mesmo,
juro por lennon exposto no vento
fio que envolve toda a esfera terrena
e a esfera espera
pelas ondas calóricas movidas
por cassiano ricardo
nos nós da corda,
por certo,
cada um aqui é um desses nós
( edu planchêz )
moro dentro de uma pedra,
de muitas pedras,
da pedra colossal,
pedra entranha, pedra fronteira,
vertigem lacônica, vertigem esguicho,
pedra do pau, da búlica, da cova
eu cavo um poço sem fundo,
uma extensa estrada elétrica
nos gametas do esperma
que estou a doar
a ti amor
pós receber de hércules
os deveres
do ser homem,
de ser
vinde caras múltiplas
esculpidas nos dedos
do óvulo,
em todas as mãos do gemer
( edu planchêz )
o mais maldito dos malditos 
decididamente habita o gelo
do meu sangue, e por ora apenas a subversão
do que é certo para os se julgam certo,
está profundamente abolida
por todas as terras dos pernaltas das estradas,
acho que somos nós, os sem freios,
almas de pura terra

sábado, 11 de janeiro de 2020

Resultado de imagem para SOL
Pelos cabelos de bicho deus Enkidu
vertical na ascendência
do Homem Amarelo 

da Jamaica Gardênia Azul
nas antenas do bicho que me olha,
construo minha casa e a tua
na casa do sapo roedor de espelhos
irmão dos cogumelos e das curruíras
mora marko andrade
pai dos gatos desconexos
que miam em uma de suas canções
12h27
ouvindo o professor Paulo Ghiraldelli,
ele fala sobre o autor de Lolita, Vladimir Nabokov,
sobre o amor amor e o amor máquina,
me insiro no primeiro
e na última gota da próxima chuva,
na próxima estação, da atual estação,
no embalar das artísticas letras lapidadas
pelas mãos de Camilli Claudel
no corpo da fumaça,
no corpo da herança trazida pela água,
pelas lágrimas dos que sonham
com asas de borboletas
( edu planchêz )
é muito fácil sentado atrás de uma mesa
mandar jovens para a morte,
é muito fácil ser presidente protegido 
por atiradores de elite
e as pessoas dormem
dopadas pela cachaça da desinformação
mas a batata assando está,
o caldeirão fervilha
e me faz lembrar de que quando criança
tentei bater com um pau num gato
por ele ter comido um de nossos passarinhos,
ao se ver encurralado, o gato,
o pequeno gato, voou na minha garganta
é muito fácil sentado atrás de uma mesa
mandar jovens para a morte,
é muito fácil ser presidente protegido 
por atiradores de elite
( edu planchêz )
saio das cinzas mais uma vez
por ser pássaro de fogo, pássaro do fogo,
pássaro de todas as idades,
de todas as adrenalinas,
para você que nunca me viu no céu,
ou me viu no caso de ter viajado 
ao meu lado
como é o caso de minha mulher 
catarina crystal,
mas na real, 
o céu sempre esteve longe demais,
para muito além, 
impossível é se tocar no céu,
na ceia dos dragões 
que vivem dentro das nuvens
( edu planchêz )


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o vento das coisas se manifesta nesse hoje
trás em seus ares vida nova, e essa vida vem de mim,
das manifestas imagens que vão surgindo no colorido
de tudo que podemos chamar de cinema, 
tela, televisão, gente, árvore e bicho
em 1981 vestido de homem-sanduíche-da-poesia
seduzia os que passavam em frente a sala veloso,
e pelas horas que se seguiram dailor varela e joca costa
me levaram para as páginas de o valepaibano,
e a cidade madre de cassiano ricardo
passou conhecer a ficção edu planchêz,
vale viver era o nome do caderno assinado
pelos nomes que acima aclamei,
caderno esse que durante anos e anos
estampou meu rosto para todo o vale,
sul de minas e litoral norte... logo, logo,
estava livre da camisa de força
do cargo de agente administrativo federal,
foi nesse tempo que me irmanei de josie 

e beth brait alvim,
de moraes, irael, miran e marcus planta,
para a vergonha de meu poeta pai
cidadão filósofo do direito civil
eu sempre voltado ao THE DOORS, 
onde tudo começou...
após ler a biografia de Jim Morrinson 

montei a minha primeira banda
AS CHAVES, o resto é lenda 


( Edu Planchêz )
"quando a música parar, apague a luz",
apague o falcão que desenhei em tuas asas
para que nunca mais morramos,
para que o centro do logos passe a ser a sala
de nossa faiscante casa
e nesse incêndio não meço os passos
do gigante formado por nossas sombras

domingo, 5 de janeiro de 2020

uma cigarra entrou em nossa casa,
está na cozinha,
são zero hora e trinta e seis minutos
e ela canta oculta atrás da geladeira,
pergunto, há quantos verões ela se multiplica
pelas arestas dessa jacarepaguá de meus ancestrais?
o verão nos leva da agonia ao prazer,
do calvário dos interiores dos apartamentos
aos voadores morcegos comedores de frutas
em suas manobras rasantes
sobre as traves dos relógios da lua

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kuon ganjo
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eu e minha ama catarina crystal
por várias horas ouvimos
as palavras de osho ( livro do ego ) songbook,
confesso que acordei leve, me sentindo um zé ninguém,
um nada, vazio com o belo da natureza bailando
no centro, no centro de cada célula,
de cada gesto que ora faço,
que ora observo

de forma diferente sentei em frente ao nosso gohonzon
fiz um gonguio vigoroso acompanhado de um sonoro daimoku
que infalivelmente foi ouvido por todos os eixos do cosmo,
por todas as dimensões
que vão do mais remoto passado ao infinito futuro
toco com o bongo de meu coração gohyaku jintengo,.
era da iluminação de sakyamuny
( edu planchêz )


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o novo ano começou, 2020, cem anos além de 1920, e muitos pensando que são algo, que são superiores porque possuem algumas medalhas, diplomas, moradas, bens... a mais que os outros, pois a minha riqueza resume-se em me ter, e isso já é o mais que mais... desejo que a grande agulha do estado de buda fure a bolha de meu ego, de vosso ego, o nome que tenho é uma ficção, apenas com o tempo fui me identificando com ele, o mesmo, posso dizer acontece com você, acreditando ou não, a maior de toda a boa sorte é nada ser, ou compreender que o que achamos que somos com a passagem para a outra dimensão ( já sem esse corpo ), nada seremos, seremos o todo, estrelas, 
estrelas, estrelas budas
( isso já o somos nesse aqui e agora )
NAM MIOHORENGUE KIO
bombas fedorentas voam da burrice
do doente dos doentes,
destruir é o centro das intenções de um cão
que tem apenas em sua adrenalina a sede de abater
quem estiver em sua frente,
e os cérebros podres espalham massacres idiotas,
poder anacrônico, poder vagabundo
destituído dos ouros da alma
generais cegos mergulham no muro,
no poço, no abismo,
nas entranhas do inferno
para se decomporem nos ácidos
da morte que tudo decompõe
eles espancam os menos favorecidos,
os inocentes e os que não comungam com suas arbitrariedades,
concordam que pobres devem nadar com os porcos no valão
e continuarem esquecidos, raquíticos abraçados aos ratos
a guerra dos farrapos continua,
agora orquestrada pela cadela do fascismo,
que faz irmão odiar irmão
"não há amor em sp",
não há amor nos que estendem tapetes de sangue
para a cambada sem cérebro defecar
paulo freire continua sendo paulo freire,
o mestre da nova educação ( querendo ou não ),
vocês passarão da mesma forma que as fezes afundam
na privada com a pressão da água,
os futuros hão de compreender o que digo,
o que diz álvaro nassaralla
e toda comunhão de seres "faróis do fim do oceano"
cronista do aqui e agora, ligado estou aos meus,
Dei Ribas escreve com linhas irmãs os dias,
as muitas noites, a resenha montada nos olhos do gato
que ora voa sobre as flores do papel
que hoje são as telas digitais
querido camarada, pelos antigos corredores do céu,
da céu, estivemos, atuamos,
riscamos nos cadernos da história
os nossos olhares apinhados de desejos,
de redes de pensamentos incendiários
IRAEL LUZIANO... esse foi o meu mentor,
o cara que me apresentou Rajneesh, Garotos Podres...
com ele descobri que ser maldito é ser ouro
ouvi a palavra urutau 
pela primeira vez da boca de tom jobim,
na letra de uma de suas canções:
"urutau cantando seu lamento 

para a lua gigante navegar"

quinta-feira, 2 de janeiro de 2020

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Na mais isolada cidade do mundo,
Edimburgo dos Sete Mares,
na mais solitária folha,
nos olhos dos que enxergam rios num grão
Parte do que vejo, cabe nas labaredas,
outra parte, nos tremores do chão,
outra, nas convexas lentes
usadas pelas voadoras tartarugas

Já que hoje me sinto bem pequeno, menor que o menor dos pequeninos, dou um descanso para o pensamento porque o mais importante  é entrar ...