lembrando que entrava na livraria cultura
do rio de janeiro tarado
pelos CANTOS de Ezra Pound,
entrava e ia direto na prateleira que estava o dito livro,
sentava no chão do corredor
que ficava na entrada de um teatro...
ficava ali sentado desfolhando aquele livro verde
cheio de ideogramas, de letras de idiomas que não conheço,
pensava, "vou comprar", mas não possuía dinheiro para tal,
passado o tempo, na casa de alguém tive esse livro em mãos
mas não consegui sequer ler uma frase,
achei-o massante, pesado,
nada encantado como eu o julgava
domingo, 12 de janeiro de 2020
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