domingo, 26 de janeiro de 2020

o escrever me auxilia a desatar os nós das tripas,
os nós-fraturas-expostas estendidos pelos caracóis do cérebro
que cria peixes e pássaros
amigo meu, eu choro no tempo que passa,
no tempo que nunca passará porque nem tempo é,
é o destempo cabido no relógio da lebre,
na cabeleira do chapeleiro amor de alice
eu mais que morro, e minha arte grita,
grita para os que não possuem ouvidos,
para a cara dos que não possuem olhos
porque não compreendem o que é possuir olhos

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