quarta-feira, 12 de fevereiro de 2020

na arte da guerra
--------------------------
na arte da guerra,
no ponto em que estou da guerra,
medito o que passei e superei,
eis o farol para eu prosseguir

os dias psicóticos que mais me deixaram curvado,
ligado a fios neurais elétricos que me torravam
num sofrimento incessante que não dava trégua
nem de noite nem de dia,
milhares de volts cortando toda minha carne,
ossos e espirito
com pregos e parafusos 
espetados em todo o corpo,
relinchei e ainda relincho,
mas, voltei a pensar,
restaurados foram a aura e os neurônios,
a massa cinzenta e o emaranhado dos intestinos
foi recitando e propagando o sutra de lótus
que encontrei o psiquiatra correto,
o anti-psicótico cabível,
para perder o medo de me perder para sempre
no vazio do que em mim estava podre
mortes e mais mortes, 
nascimentos e renascimentos,
a roda esmagadora dos que choram soterrados, açoitados
por vergalhões em brasa,
por garras infernais afiadíssimas,
isso tudo e muito mais 
suportei para aqui estar

A imagem pode conter: 1 pessoa

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Já que hoje me sinto bem pequeno, menor que o menor dos pequeninos, dou um descanso para o pensamento porque o mais importante  é entrar ...