domingo, 29 de março de 2020

e ele amarrou o fuzil nas pregas
para os abutres compreenderem 
que ele era o rei,
o rei dos que nunca acordaram 
porque nem nasceram,
um rei monstro de revista de quadrinhos
do milênio ultrapassado,
e ele mofou com as cinzas 
dos que empalaram dracula
com um mastro de aço em brasa
e foda-se se você não gosta 
do que aqui escrevo,
e foda-se essa ópera fajuta 
escrita por salieri morto de inveja
por não ser mozart, por não ser nada,
por feder sem direito de se decompor,
pois nem mesmo os linques do bolor
hão de o querer vossos restos desprezíveis
mas como tudo e todos possuem 
em seus íntimos
as sementes de bhuda,
devo tecer respeito 
e não acusar os que se acham demônios
de demônios, porque eu mesmo sou bhuda
e demônio de mim mesmo,
estou na mesma chuva, 
na mesma camada de ozônio,
no oxigênio, na pedra que explode,
na pedra que esfria após o bombardeio
compreendo e não compreendo a guerra,
o horrendo e o paraíso do combate,
do bom combate, 
assim prossigo guerreiro da luz,
discípulo do sutra de lótus,
não no papel, sim na atitude,
na literatura que ora vos ofereço

A imagem pode conter: fogo e atividades ao ar livre

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