domingo, 29 de março de 2020

puxo o fio, o barbante, o arame,
o galho, a fita, a fagulha,
o que aparentemente está oco,
vazio, sem nada, seco,
triste, lacrimoso, cheio de dores...
desafio, combustível,
lenha na fornalha do evoluir,
e eu, e você, pensativos, trêmulos,
lançados no furacão da história,
do tempo escrito no invisível,
nos organismos dos viventes,
dos que pisam nos dígitos do calendário
nesse ano, nesse mês, no dia, na noite,
no espaço que há entre o sono 
e o estar acordado,
há de se cuidar da doença,
dos arqueiros infernais 
que desejam a nossa morte

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