sábado, 14 de março de 2020

nos galhos azuis ancoradouros de araras
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escrever com as pontas das casas do sangue,
das casas movidas pelas gotas das águas
chegadas de além dos montes,
de além do que vejo nesse agora,
nesse agora cor de abóbora,
cor de laranja pera, nesse agora grená

e eu canto porque pulso,
porque gira nas telas de minhas unhas
a canção, o cantar de minhas irmãs
e de meus irmãos
positivo sempre,
labareda sempre,
pétalas de flor de vento, flor de criança,
flor parida por gatos uivadores,
por onças libertas na selvageria,
no selvagem, nas pastagens das matas,
nos galhos azuis ancoradouros de araras
( edu planchêz )


A imagem pode conter: nuvem e céu

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