quarta-feira, 4 de março de 2020

um pedaço de madeira perfumada
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reinando sobre o que sobrou do carnaval,
do que sobrou da última noite,
do próximo nascer de estrelas
reinando entre as linhas que aprisionam,
entre as linhas que me liberta das trevas
para aguarda nos rochedos das chuvas
o vendaval construído pelas aves
saio do sono triturante,
saio das armadilhas, dos portões de ferro,
da ferrugem, do limo, da decomposição,
das visões inúteis
para cantar com os bárbaros,
com os que apertam 
contra o peito um tubo de tinta,
um pedaço de madeira perfumada...

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