domingo, 19 de abril de 2020

nas argolas do sol de hórus
--------------------------
minha poesia tem tanta força,
tanta adrenalina dourada, 
pedaços de roupas,
roupas inteiras,
guarda-roupas repletos 
de cartolas e fraques,
de vestidos rodados 
com minha dama dentro
oh amor raiado das profundezas!
das alturas dos céus dos aviões que invento
colocando meu rosto no rosto das aves
eu sou poeta porque sou poeta,
homem inventado por mim mesmo,
pelas canetas dos dedos
das mãos e dos pés,
pelas noticias trazidas pelos sinos
e nos templos, nas carruagens,
nas circulares invenções dos círculos
onde giro, onde giras,
giramos nas argolas do sol de hórus,
do sol do vem da afiada arte,
da minha arte sem dono
( edu planchêz )

A imagem pode conter: pessoas em pé, sapatos e texto

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Já que hoje me sinto bem pequeno, menor que o menor dos pequeninos, dou um descanso para o pensamento porque o mais importante  é entrar ...