nas argolas do sol de hórus
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minha poesia tem tanta força,
tanta adrenalina dourada,
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minha poesia tem tanta força,
tanta adrenalina dourada,
pedaços de roupas,
roupas inteiras,
guarda-roupas repletos
roupas inteiras,
guarda-roupas repletos
de cartolas e fraques,
de vestidos rodados
de vestidos rodados
com minha dama dentro
oh amor raiado das profundezas!
das alturas dos céus dos aviões que invento
colocando meu rosto no rosto das aves
das alturas dos céus dos aviões que invento
colocando meu rosto no rosto das aves
eu sou poeta porque sou poeta,
homem inventado por mim mesmo,
pelas canetas dos dedos
das mãos e dos pés,
pelas noticias trazidas pelos sinos
homem inventado por mim mesmo,
pelas canetas dos dedos
das mãos e dos pés,
pelas noticias trazidas pelos sinos
e nos templos, nas carruagens,
nas circulares invenções dos círculos
onde giro, onde giras,
giramos nas argolas do sol de hórus,
do sol do vem da afiada arte,
da minha arte sem dono
nas circulares invenções dos círculos
onde giro, onde giras,
giramos nas argolas do sol de hórus,
do sol do vem da afiada arte,
da minha arte sem dono
( edu planchêz )

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