no sarau do sussurro,
no sarau do sopão,
eu edu planchêz de nada
eu edu planchêz de nada
e joka faria de nada,
tramamos nada porque
tramamos nada porque
nada temos para tramar,
apenas sussurramos e devoramos a sopa,
aqui a minha sopa
apenas sussurramos e devoramos a sopa,
aqui a minha sopa
e a sopa de miss catarina crystal,
é de feijão com macarrão,
abobrinha, chuchu e certos temperos
é de feijão com macarrão,
abobrinha, chuchu e certos temperos
a manteiga que espalhei
nas metades do pão de forma,
é manteiga mesmo,
é manteiga mesmo,
a margarina fica na reserva
para os próximos dias de guerra,
de estar na cela, na cela anti-virótica
para os próximos dias de guerra,
de estar na cela, na cela anti-virótica
quando eu morava num casarão
da rua da lapa
vizinho de anisio vieira poeta e músico
que hoje mora na urca
vizinho de anisio vieira poeta e músico
que hoje mora na urca
casado com uma musicista
que trampou com tim maia,
eu catava de dia a xepa para construir a sopa
que era dividia com o próprio anisio vieira,
com o ator marcus possidente
que trampou com tim maia,
eu catava de dia a xepa para construir a sopa
que era dividia com o próprio anisio vieira,
com o ator marcus possidente
mais quem pintava por lá,
companheiros de miséria e histórias,
de relâmpagos e visões de assassinatos,
nossa janela aberta
companheiros de miséria e histórias,
de relâmpagos e visões de assassinatos,
nossa janela aberta
estava de frente pro crime,
de frente pra lapa,
os dias eram outros,
de frente pra lapa,
os dias eram outros,
os dias eram os mesmos,
a morte nunca deixou de ser morte,
de ser música saída das ondas sonoras
da subversiva rádio madame satã
( rádio onde apresentei alguns programas
com meu filhote ícaro odin )
a morte nunca deixou de ser morte,
de ser música saída das ondas sonoras
da subversiva rádio madame satã
( rádio onde apresentei alguns programas
com meu filhote ícaro odin )
Nenhum comentário:
Postar um comentário