segunda-feira, 6 de abril de 2020

o mundo acabou, 
não sei mais em que dia estamos,
se é sábado ou terça-feira, 
se é noite ou dia, nem horas,
nem minutos, nem segundos...
e todos se ajoelham 
aos pés dos pentecostais,
ou quase todos, ou quase nenhum,
os que mamam a maconha azul doirada,
se embrenham nas folhas 
dos poetas sem história,
anti-história, anti-roupas e sapatos,
anti-espelhos e luzes que reflete tragédias
momento único, o meu, o seu...
em sirius engancho, enrolo as pernas,
os braços catadores 
de frequências intracelulares,
ultravioletas, intra-vultos, e vagas cavadas
nos vapores do infra-vermelho
captado por minhas mãos 
sobre o calor da frigideira,
sob o sabor do alho e da cebola
na rádio frequência do olho
do olho do cu,
do cu dos que vendem o vírus e a vacina,
e o veneno brilhante

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