segunda-feira, 6 de abril de 2020

aranha-mãe de filhotes aranhas ( edu planchêz )
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Dan Juan Nissan Cohen 
nos diz que não vê mais
o tempo passar, 
que está se desconectando
do que é pesado, 
do que andou arrastando
por todas as pandemias, 
por todas as cédulas sujas,
por todas as lágrimas entupidas 
de monóxido de carbono,
de fakenews da puta que pariu

é, é o caralho da coisas 
das bundas tardias da lua
que nunca foi vista, 
que não é mais vista
por esses vivente 
sobreviventes do que é indigno,
do que não cabe na medida 
da lâmpada de rasputin,
nem nos tentáculo da mulher-lobo
comedora de geleias de cérebros,
cérebros que outrora continham neurônios,
cérebros que não eram intestinos
mas a máxima do mar, 
é invadir as ruas do leblom,
contrariando rubem braga e torquato neto,
que viam esse invadir em copacabana
copacabana não se orgulha tanto assim
mais de seus leões nacionalistas,
de seus parcos roqueiros 
seguidores de abutres,
das branquelas herdeiras 
dos generais apijamados
o mundo ruiu, 
observado pela pedra da gávea,
pelos ladrões da caixa d'água 
da casa de meus avós maternos
que há muito jaz fosilizados 
estão na minha saudade,
no meu pensar de inseto,
de aranha-mãe de filhotes aranhas

( edu planchêz )

A imagem pode conter: uma ou mais pessoas e atividades ao ar livre

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