as bandeiras que sigo são feitas de pedra
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destravando, arrancando os cabelos
do enferrujado arame
que o real me oferece
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destravando, arrancando os cabelos
do enferrujado arame
que o real me oferece
digerindo, mastigando,
cuspindo e engolindo o cuspe
para nas vindouras horas aprender
esquecendo o que vejo
cuspindo e engolindo o cuspe
para nas vindouras horas aprender
esquecendo o que vejo
para conseguir andar,
andar por dentro de mim,
nas esferas do cosmo que absorvi,
do cosmo que fui inventando,
do cosmo que existe
andar por dentro de mim,
nas esferas do cosmo que absorvi,
do cosmo que fui inventando,
do cosmo que existe
sem eu precisar existir
todo o peso dos fatos,
das estampas, das imagens punks,
do rock que sempre fiz,
das vozes que ouço,
não são vozes ocultas
e são vozes ocultas,
e eu tenho que escrever
para não morde a loucura,
para morder a loucura,
para dizer alguma coisa
mesmo tendo quase nada para falar,
e eu preciso falar para ficar em silêncio
das estampas, das imagens punks,
do rock que sempre fiz,
das vozes que ouço,
não são vozes ocultas
e são vozes ocultas,
e eu tenho que escrever
para não morde a loucura,
para morder a loucura,
para dizer alguma coisa
mesmo tendo quase nada para falar,
e eu preciso falar para ficar em silêncio
posso tocar
nas orelhas das folhas do hortelã
para não gritar, mas eu quero gritar,
dói o braço, as costas, os dedos das mãos,
a alma que desenrolo
e hasteio no lugar das bandeiras,
e as bandeiras que sigo são feitas de pedra
para não gritar, mas eu quero gritar,
dói o braço, as costas, os dedos das mãos,
a alma que desenrolo
e hasteio no lugar das bandeiras,
e as bandeiras que sigo são feitas de pedra
( edu planchêz )

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